Após termos falado sobre a primeira geração do Renault Clio de forma generalizada, agora iremos debruçar um pouco nas versões especiais, raras, de carácter desportivo e únicas. Tal como qualquer veículo utilitário, o Clio teve várias versões especiais, com pormenores diferentes, detalhes únicos e equipamento especial, como é o caso do Clio Chipie, o Fidji, o Alizé, o Oasis, o Night & Day ou o Be Bop.

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Pegando no exemplo do Clio Be Bop, esta versão vendida em 1994 e que já um exemplar passou pela Nova’s Garage, tinha por base o Clio RL, com alguns elementos específicos, como os frisos laterais únicos, com a inscrição Be Bop, vidros coloridos e tampões nas jantes Miramas. Já no interior, este contava com o padrão dos estofos específico Pallock, carpete azul e volante desportivo de três braços, derivado do Clio 16S. Esta versão estava disponível nas carroçarias de três e cinco portas, e poderia vir equipado com o motor a gasolina de 1,2L ou o diesel de 1,9L. Ao nível das cores, poderia ser escolhido o branco, vermelho, amarelo, preto, azul e azul metalizado.

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Falando dos modelos mais apetecíveis, temos o Clio Baccara, uma versão que seguiu a linha do anterior Renault 5 Baccara e que trazia o luxo para o segmento utilitário. Exteriormente, o Clio Baccara tinha saias laterais e umas jantes específicas. Mas era no interior que o Baccara mais se destacava, com muita pele e madeira de nogueira, como os bancos e volante desportivo em couro, vidros e espelhos eléctricos, ar condicionado, direcção assistida, comando do rádio na coluna de direcção, fecho central com comando à distância, medidor de temperatura exterior e tinha um porta-fatos na chapeleira da mala. Como opcional, poderia-se adquirir alarme e caixa automática de três relações. Em 1997, o Clio Baccara foi rebatizado como Clio Initiale, seguindo em linha com o resto da gama, com alteração das jantes. Ao nível das motorizações, o Baccara iniciou a sua comercialização com o motor de 1,7L e 92cv, juntando-se em 1991, o 1,4L de 75cv ou 80cv e o novo 1,8L de 88cv, passando, posteriormente, para 95cv.

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Passando para as versões de carácter mais desportivo, temos o Clio RTi e o RSi, ambos esteticamente similares e lançados em 1993. Enquanto o primeiro era equipado com o motor 1,4L de 80cv ou 75cv, o segundo tinha o mais interessante motor F3P de injecção multiponto, 1,8L de cilindrada, oito válvulas e desenvolvia 110cv às 5.500rpm e 150Nm de binário às 2.750rpm, passando para 108cv em 1996, com a adição de catalisador. O motor está acoplado à caixa de cinco velocidades JB3, a mesma do Clio 16S. Esteticamente tinham um pequeno spoiler na traseira, jantes de 14” com cinco braços Monte-Carlo, com pneus 175/60, saias laterais e o RSI tinha travões de disco nas quatro rodas. O Clio RSi só foi comercializado em Portugal na fase 3 do Clio, sendo mesmo a única versão desportiva nessa altura, mas com vendas bastantes residuais. O Clio RTi foi introduzido com objectivo de ser comercializado no mercado português e italiano e tinha como uma versão “desportiva” com um motor tradicional, para assim ser mais barato de adquirir.

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Uma versão mais interessante era o Clio S, que rivalizava com o Citroen AX GT e o Peugeot 106 XS, lançado em 1993. Estava equipado com o motor 1,4L Energy, debitando 80cv e acoplado a uma caixa de relações mais curtas, tornando a experiência de condução mais animada. Esteticamente, tem um friso verde a toda à volta do automóvel, emblema S na traseira e nas laterais, jantes de ferro brancas de 14”, um pequeno spoiler na tampa da mala, para-choques na cor do plástico e faróis de nevoeiro dianteiros. No interior, os bancos eram mais desportivos e tinham um padrão específico. A condução foi melhorada com a adição de uma barra estabilizadora de maior diâmetro na traseira e discos ventilados na frente. Em 1996, a versão foi descontinuada, apesar de continuar a existir o Clio S mas sem estes elementos diferenciadores e com o motor de 73cv.

Dentro destas versões mais apimentadas, existiram ainda algumas versões mais raras e limitadas. Exemplo disso é o Clio RTi Grand Prix, vendido exclusivamente na Alemanha em 1995 e limitado a 1.000 unidades, cada exemplar tinha uma placa com o número de série. Esta versão especial foi feita devido aos sucessos da equipa de Fórmula 1 da Renault com o piloto Michael Schumacher, tendo os decalques exterior específicos, assim como a cor azul Mónaco. Como equipamento, tinha airbag para o condutor, tecto de abrir, ABS, rádio com comandos na coluna de direcção e ar condicionado.

Renault clio s maxim 6

Em 1996, também para comemorar as vitórias da Williams-Renault, é laçado o Clio RSi Racing para o mercado suíço, pois na altura era a versão mais potente. Exteriormente vinha com as jantes de cinco raios Paimpol, sendo o único elemento diferenciador. No interior, tinha bancos específicos em couro e tecido, volante em couro com airbag, quartelas das portas em couro e tapetes específicos em veludo com a inscrição Rothmans Racing. Também poderia estar equipado com airbag para o passageiro, ABS e ar condicionado. Também em 1996 foi lançado o Clio S Maxim e em 1997 para o mercado espanhol foram lançadas as versões Clio S e Clio RSi Apple, com um emblema próprio, bancos em couro e tecido e as jantes Paimpol de cinco raios.

Não poderia terminar as versões especiais da primeira geração do Clio, sem falar dos Clio transformados. Apesar de nunca terem sido produzidos pela Renault a nível oficial, algumas empresas transformaram o Clio em descapotável.

Imagem de Clio Elia

A empresa alemã Elia fez uma versão do Clio, o Clio Sunshine, com base na carroçaria de três portas, onde foram retirados o tejadilho e a secção traseira, sendo adicionadas duas barras para melhorar a resistência da carroçaria e a segurança dos ocupantes. A Elia produzia várias versões idênticas de muitos automóveis utilitários e os Clio não foram excepção, podendo ainda adicionar uma decoração exterior, faróis bifocais Morette e ainda alguns extras de todo-o-terreno. Cerca de 50 Clio foram transformados, inclusivamente na Holanda, pela Cabrioni, onde era vendido como Clio Cote d’Azur. Além desta, também a belga EBS, que chegou a fazer uma série limitada do Renault 5 GT Turbo Cabriolet, também produziu um protótipo do Clio Cabriolet, no entanto, este não passou da fase de protótipo.

Imagem de EBS 01

Uma transformação impensável do Clio, é em autocaravana e, obviamente, com pouca expressão. A empresa britânica Stimson, que no passado já tinha transformado vários automóveis, inclusivamente o Mini num buggy, produziu uma autocaravana com base no Clio I denominada Stimson Sportique. Esta autocaravana de pequenas dimensões tinha uma secção traseira e superior em fibra de vidro, para ser possível ter todas as comodidades de uma autocaravana.

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O próximo artigo ficará reservado aos Clio mais musculados e apetecíveis, o 16S e o Williams.

Texto original escrito para o Jornal dos Clássicos.